Morreu na tarde dessa terça-feira, 14, em Campo Grande, um jovem de 17 anos que foi gravemente ferido após ter uma mangueira de ar introduzida no ânus.
O caso aconteceu no dia 03 de fevereiro, em um lava-jato onde o garoto trabalhava. De acordo com um relato do primo da vítima, o adolescente “brincava com os colegas de trabalho”, quando um dos homens o agarrou e o dono do estabelecimento inseriu a mangueira de ar comprimido em seu ânus.
Diante do ocorrido, o patrão do rapaz ligou para a família do mesmo e falou que tinha acontecido “uns negócios” com o jovem e que ele precisava ser levado urgente ao hospital.
“A pressão do ar era tão forte que fincou [a mangueira] dentro dele. Esse ar vazou, estourou o intestino grosso e saiu pela pele, pelas laterais, comprimindo os pulmões dele e trancando as válvulas respiratórias”, conta o pai do menino, que imediatamente foi levado para a Santa Casa da capital Mato Grosso do Sul.
Desde a internação, o rapaz passou por dois procedimentos cirúrgicos após perder metade do intestino grosso em decorrência da agressão.
O caso foi registrado na polícia e os dois suspeitos de terem cometido o crime, Thiago Giovanni Demarco Sena, de 20 anos, dono do lava jato, e Willian Henrique Larrea, 30 anos, foram ouvidos na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
À mãe do menino, como não poderia ser diferente, só cabe o sentimento de revolta. “Eu quero que eles paguem pelo que fizeram. Acabaram com a vida do meu filho. Quero justiça. Só vou sossegar quando ver eles atrás das grades”, disse ela em entrevista à TV Globo.
Pelas redes sociais, são fortes os boatos de que o garoto era vítima constante de assédio moral e bullying homofóbico no trabalho. Ele era constantemente chamado de “viado” pelos colegas.






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