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Crítica do filme “A Vilã”

“A Vilã” (The Villainess / Ak-Nyeo), filme sul-coreano, estreia na quinta, 23 de novembro, nos cinemas brasileiro (crédito: divulgação).

Um Filmaço com “F” maiúsculo. Assim, eu descrevo e já começo minha crítica sobre “A Vilã” (The Villainess / Ak-Nyeo), filme sul-coreano, que estreia na próxima quinta-feira, 23 de novembro, nos cinemas brasileiros.

Para quem gosta de ação, o longa é um prato cheio. Para quem curte a arte de fazer cinema, é um prato lotado de coisa boa.

Já de início, na primeira cena, o diretor Byeong-gil Jeong mostra que “A Vilã” não será um filme comum. Mesmo antes de apresentar o nome do longa, um incrível plano-sequência em primeira pessoa (que alterna, no final da cena, para em terceira pessoa e volta para primeira) tira o fôlego e serve como um ótimo aperitivo do que virá pela frente.

Na cena, a protagonista surge matando dezenas de homens, de todas as formas e golpes imagináveis, com muito sangue e uma sequência que entrará para a história dos filmes do gênero.

 

A História

No filme, Sook-hee (Ok-bin Kim) – após perder o pai – foi treinada para se tornar uma assassina de aluguel. Porém, no momento em que ela achava que poderia levar uma vida normal e que estava livre do seu destino, reviravoltas acontecem e remexem com seu passado.

No início, o filme é meio confuso e em certos momentos você acredita que não está entendendo nada. Mas, aos poucos, você compreende a trama e acaba se envolvendo. Aqui, vale dar os merecidos méritos à montagem do filme, que fez um trabalho elogiável nos resgastes do passado da protagonista.

A história se desenrola em um cenário de máfias inimigas que treinam matadores e sempre geram aquele sentimento de vingança pela morte de um ente querido. O roteiro não é muito inovador, mas não compromete. Tem seus méritos, mas também apresenta diversos exageros, como em cenas em que Sook mata, sozinha, diversos inimigos, porém sempre de um em um. O próximo fica aguardando, pacientemente, a morte de seu antecessor para chegar seu momento de morrer. Ou em episódios que, mesmo muito ferida, a protagonista se recupera e sai andando normalmente. Mas, isso pode ser relevado por ser características marcantes de filmes do gênero.

Por falar em protagonista, Ok-bin Kim está muito bem no papel e passa ao espectador todo os sentimentos que a personagem vive no decorrer do filme e que são os mais variados possíveis.

Montagem, fotografia, jogos de câmeras e planos sequencias de arrepiar e que te transportam para dentro da tela (crédito: divulgação).

Enfim, “A Vilã” tem uma história “ok” e uma parte técnica espetacular. Montagem, fotografia, jogos de câmeras e planos sequencias de arrepiar e que te transportam para dentro da tela. Em diversas cenas do longa você se pega pensando como que eles conseguiram filmar para chegar naquele resultado.

Se você gosta de filmes de ação ou gosta de produções de tirar o fôlego, vale muito à ida ao cinema, aliás, esse é um daqueles filmes para serem vistos na tela grande. Se não temos muitas opções de estreias entra as produções hollywoodianas ou brasileiras nesse final de semana, vale dar uma chance à escola sul-coreana, com seu ótimo “A Vilã”.

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