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Crítica do filme “Os Jogos Mortais: Jigsaw”

Os Jogos Mortais: Jigsaw” (Saw) estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 30 de novembro (crédito: divulgação)

É difícil imaginar uma franquia que, em seu oitavo filme, apresente algo de novo. E é justamente esse o grande problema do longa “Os Jogos Mortais: Jigsaw” (Saw), que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 30 de novembro.

Todos os elementos apresentados nos filmes anteriores se repetem nessa nova produção. Tem um grupo de pessoas, cada um com seus pecados, presos em um local e participando de competição mortal? Tem! Tem muito sangue e cenas que causam agonia no expectador? É lógico que tem! Tem o boneco Saw, andando em seu triciclo? Teeeemm! Tem o John Kramer/Jigsaw (interpretado pelo Tobin Bell), apesar do personagem ter morrido no último filme? Tem também.

E a presença de Jigsaw é o grande chamariz do longa. Os produtores tentaram ressuscitar a franquia – mesmo após os “Jogos Mortais: O Final” (2010) – com a volta do serial killer, que passa a ser o principal suspeito pelas mortes atuais mesmo depois de 10 anos de seu falecimento.

Bilheterias

É possível discutir a qualidade estética, a parte técnica ou o caminho que o roteiro percorre nos filmes da franquia, mas uma coisa não se pode questionar: a produção fez dinheiro.

Com os sete filmes anteriores, Jogos Mortais entrou para o Guinness Book como a “franquia de terror de maior sucesso de todos os tempos”, com arrecadação superior a 2,8 bilhões de reais de bilheteria em todo o mundo.

E, certamente, foram essas quantidades de zeros que fizeram brilhar os olhos dos produtores para remover a ideia de colocar um ponto final na saga.

 

A Trama

A história se desenvolve a partir do confinamento de cinco pessoas, que acordam acorrentadas e sendo puxadas para um objeto cheio de discos de serras elétricas. Já nas primeiras cenas, o espectador, fã da franquia, percebe estar no lugar certo. Sangue e sadismo já dão as caras nos primeiros 10 minutos de projeção.

Sangue e sadismo já dão as caras nos primeiros 10 minutos de projeção (crédito: divulgação).

À medida que as mortes acontecem no jogo, os corpos são espalhados pela cidade e todas as pistas levantadas nas investigações levam ao Jigsaw, personagem já morto na franquia. As cenas de apurações dos assassinatos vão sendo intercaladas com as angustiantes imagens dos jogos. A busca pela resolução do mistério que leva para um suspeito já morto tenta trazer um respiro ao formato já batido.

Assim como nos demais filmes, a coerência do roteiro não é uma característica muito presente. É para você assistir e não questionar. Já o desfecho, traz diversas reviravoltas – algumas óbvias e outras chegam a surpreender – mas nada de extraordinário.

Quem gosta do sadismo explícito em todos os outros sete filmes da franquia – e ainda tem paciência para mais um – deve se satisfazer com esse que não passa de mais um “capítulo” com a mesma temática.

É um filme que visa aumentar as cifras de bilheteria e já adianto: o final deixa margem para mais um. Aja “criatividade” e paciência, pois, ao que tudo indica, o fundo do poço ainda não chegou – por mais próximo que possa parecer.

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