Boate Villa Mix é acusada de barrar entrada de negro e pobres

A casa noturna Villa Mix, de São Paulo, está sendo acusada de barrar a entrada de negros e pobres por não se encaixarem no perfil de frequentadores ‘pré-estabelecidos’.

A polêmica veio à tona após uma ex-funcionária ter movido uma ação trabalhista contra o estabelecimento. Ela teria sido demitida após liberar o acesso de um cliente fora dos padrões ao local.

Segundo diálogos anexados no processo, o gerente Denis enviou a um grupo de WhatsApp uma imagem de uma pessoa negra dentro do estabelecimento, questionando quem liberou a entrada. 

“Esse cara estava junto com um cliente da niss e eu barrei, a niss pediu pra vc e ela disse que vc liberou. Eu falei que não era perfil… Não falei Niss?”, tentou explicar a funcionaria  ao seu superior e ele reiterou: “Ela disse que eu liberei como assim?”. “Não liberei. Mas amanhã alinhamos isso”, reagiu o excecutivo, que no dia seguinte demitiu a responsável por permitir o acesso.

A ex-contratada, que é negra, afirma que a casa de noturna a obrigava a ‘restringir’ algumas pessoas. “Nós recebíamos ordens da diretoria e dos donos em relação a esse perfil que tinha que seguir como pessoas malvestidas, negras e que aparentavam ter baixo poder aquisitivo”, contou.

A Justiça do Trabalho condenou a casa de shows a indenização de R$ 60 mil por danos morais à moça demitida. Procurada, a Villa Mix diz agir sempre “em estrito cumprimento às normas e à ética, tratando toda e qualquer pessoa com igualdade”. A nota diz ainda que informações estão sendo divulgadas de forma deturpada pela imprensa e redes sociais. Por fim, disse repudiar qualquer tipo de discriminação.

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