Tony Ramos pode romper contrato com Friboi: “Tenho esse direito”

. Na foto, Tony Ramos

Nesta segunda, dia 20, em entrevista ao “Jornal da Manhã”, da rádio Jovem Pan, Tony Ramos se pronunciou a respeito da Operação Carne Fraca da Polícia Federal, que investiga várias empresas como a JBS, dona da marca Friboi, da qual ele é garoto-propaganda.

O ator afirmou que pode romper com a marca. “Se alguma coisa desabone essa relação, eu tenho direito de interromper o contrato”, contou ele, que ainda explicou como é seu o vínculo. “A minha participação na Friboi, da qual não tenho nenhuma vergonha, se dá há três anos. Fui fazer pesquisas e saber da idoneidade da empresa. Por ser uma pessoa em que as pessoas têm confiança, fui convidado a fazer um comunicado de que nem toda carne é dessa maneira (vendida de forma ilegal)”, apontou.

Tony Ramos defendeu ainda a ação da Polícia Federal. “Vamos aguardar a manifestação de Ministério Público. Tudo comprovado, está tudo certo, foi pontual? Poderei vir a público, sim, esclarecer. Se alguma coisa desabone essa relação, eu tenho direito de interromper o contrato. Eu preciso contratualmente dar esse tempo. Vou dar um tempo legal”, frisou. O ator lembrou também que outros artistas já fizeram anúncios para marcas que acabaram envolvidas em outras polêmicas. “Evidente que eu recebi (dinheiro pelos anúncios). Eu não sou hipócrita, sou um profissional da comunicação. Quantos companheiros já não anunciaram prédios de construtoras que faliram, coitados. Eles não tinham culpa. É uma relação muito delicada essa da propaganda. Eu não precisaria de fazer propaganda para sobreviver, graças ao bom Deus”, assegurou.

Entenda o caso: Uma operação deflagrada pela Polícia Federal revelou uma série de artimanhas de frigoríficos para encorpar os produtos. As autoridades descobriram que eram usados ‘produtos mais baratos para substituir a carne na fabricação das mercadorias, notas fiscais eram falsificadas para comprovar as compras de carne podre, ácido ascórbico era usado para maquiar os produtos estragadas que eram colocados no mercado, a quantidade de carne usada era muito menor do que a necessária na produção de produtos e eram utilizadas cabeças de porcos e papelão para compor produtos embutidos, como salsichas e linguiças.

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