Crítica do filme “Sobrenatural: A Última Chave”

James Wan, Jason Blum e Leigh Whannell. Se você não conhece esses nomes, saiba que eles estão por trás das principais franquias de terror dos últimos tempos: Annabelle, Jogos Mortais, Sobrenatural e por aí vai.

Geralmente, esses profissionais se revezam entre direção, roteiro e produção dos longas. No “Sobrenatural: A Última Chave” (Insidious: The Last Key), a direção ficou por conta de Adam Robitel (que dirigiu A Possessão de Deborah Logan) e o roteiro foi assinado mais uma vez por Whannell (que também roteirizou os outros três filmes da franquia e dirigiu o último). Wan e Blum ficaram na produção.

Os nomes por trás de “Sobrenatural: A Última Chave” já criam uma grande expectativa para quem aprecia filme do gênero ou é fã da franquia. O longa é o quarto da série que já levou milhões de espectadores aos cinemas por todo o mundo e estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 18 de janeiro.

 

A História

Assim como o último filme “Sobrenatural: A Origem”, o novo longa da franquia também é um prequel (produção cuja trama se passa em um momento anterior aos outros já lançados).

Na obra, a história começa com a protagonista Elise Rainier (Lin Shaye) recebendo uma ligação para investigar mais um caso sobrenatural. Porém, quando ela vai anotar o endereço se surpreende pois se trata da casa onde ela passou a sua infância. E então parte, junto com a sua equipe – Specs (Leigh Whannell – o roteirista do filme) e Tucker (Angus Sampson)para reencontrar e enfrentar os fantasmas do passado, literalmente.

 

 

Vale o ingresso?

A experiência da equipe em longas do gênero entrega uma produção com todos os elementos de um bom filme de terror: casa abandonada, escuridão, escadas… A direção trabalha muito bem o posicionamento das câmeras e o encaixe com som e a luz. É criado um cenário para assustar. E, nesse quesito, o filme cumpre seu papel.

Agora, o ponto fraco do “Sobrenatural: A Última Chave” é, sem dúvidas, o roteiro. Ele começa, muito bem, na infância da protagonista, que prende e cria uma rápida conexão com o espectador. Mas na segunda metade dá uma desandada e perde a mão. O terceiro ato é acelerado, com alguns (e graves) furos no roteiro e um desfecho um pouco decepcionante.

Sem querer dar spoilers, mas algo que me incomoda muito em produções é a busca pelo final feliz perfeito, onde todo mundo tem que se dar bem. E, principalmente, quando forçam a barra para que isso aconteça.

De pontos positivos destaco a presença da premissa da franquia. Quem é fã da série vai ver um filme condizente com os demais. Quem nunca assistiu os anteriores, vai conseguir acompanhar sem problemas de narrativa.

A atuação de Lin Shaye é, mais uma vez, espetacular. Principalmente neste filme, que ela carrega toda a trama nas costas, transmitindo tensão, segurança, medo e tantos outros sentimentos, sempre na medida certa.

Agora, a já conhecida dupla de assistentes de Elise, Specs e Tucker, responsáveis pelo alívio cômico da trama, funciona alguma vezes, mas, em outras, disparam piadas completamente forçadas e fora de contexto.

Em resumo, a produção acertou em vários pontos. A equipe soube criar o clima de terror, mas pecou, principalmente, no desenrolar e fechamento da trama. Para quem é menos exigente com roteiros e gosta de suspense, sustos e tensão, vale o ingresso.

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