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Crítica do filme “O Melhor Professor da Minha Vida”

O Melhor Professor da Minha Vida (Les Grands Esprits), estreia no Brasil dia 5 de outubro. (crédito: divulgação)

Fazer cinema é contar história. E, para mim, nenhuma escola de cinema no mundo sabe contar histórias melhor do que a francesa.

Se, assim como o resto do mundo, o cinema francês não pode contar com os orçamentos astronômicos e os grandes investimentos dos estúdios de Hollywood, ele compensa com outras características em suas produções como sutileza, sensibilidade e delicadeza, por exemplo. Eles não precisam de enredos envolvendo “queda de meteoro” ou “o fim do mundo” para produzirem um longa. Um simples recorte do cotidiano francês é suficiente para criar um bom filme. E, por essas e outras, que eu sou apaixonado pelo cinema francês.

E as três características citadas acima – sutileza, sensibilidade e delicadeza – estão presentes no longa O Melhor Professor da Minha Vida (Les Grands Esprits), que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 5 de outubro. O filme conta a história de François Foucault (Denis Podalydès), um experiente professor que dá aula em um dos melhores colégios de Paris e, devido a um mal-entendido, é transferido, durante um ano, para uma escola da periferia da capital francesa.

Cartaz do filme “O Melhor Professor da Minha Vida” (crédito: divulgação)

Chegando no novo colégio, o professor se vê diante de uma nova realidade, questiona seus próprios métodos, se depara com um aluno problemático e… isso mesmo. Você já sabe o final. O título e a sinopse já entregam tudo que você terá no filme.

Assim como tantos outros longas que já abordaram esse tema como “Escritores da Liberdade” e “Meu Mestre, Minha vida”, O Melhor Professor da Minha Vida fala de respeito às diferenças, quebras de paradigmas e uma forma de educar mais personalizada, como foco no indivíduo e em toda a bagagem que estudante traz consigo.

Um dos pontos altos do filme é, sem dúvida, a atuação de Podalydès. Ele dá vida, de forma encantadora, ao personagem que é ranzinza e engraçado ao mesmo tempo, com um típico humor francês.

A atuação de Denis Podalydès é encantadora. (crédito: divulgação)

Já a principal falha é a obviedade em praticamente tudo que estar por acontecer. Apesar de não estar na lista dos meus filmes franceses favoritos, o longa entrega, exatamente, o que promete.

Se vale a ida no cinema? Acho que eu esperaria chegar na TV a Cabo ou no serviço de streaming e deixava reservado para um sábado chuvoso qualquer.

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