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Crítica de “My Little Pony: O Filme”

É inegável a popularidade de My Little Pony: A Amizade é Mágica, desenho de 2010 baseado na famosa linha de brinquedos da Hasbro. O desenho aparentemente possui tanta originalidade e carisma que até mesmo coleciona uma multidão de fãs adultos. E dia 5 de Outubro finalmente chega as telonas o primeiro filme das aventuras da princesa Twilight Sparkle e suas amigas – Applejack, Pinkie Pie, Fluttershy, Rarity, Rainbow Dash e o dragãozinho, Spike – todos personagens diretamente inspirados nas suas famosas versões em brinquedo.

Em meio as preparações para o primeiro Festival da Amizade (organizado pela princesa da amizade, Twilight Sparkle) uma tropa de lacaios do temido Rei Storm (Sergio Marone), liderados por Tempest (Mariana Rios), uma pônei que se voltou para o mal, ataca Ponnyville com a intenção de sequestrar as quatro princesas mágicas e usar a sua mágica para fins malignos. Naturalmente, a princesa Twilight e suas amigas conseguem escapar ilesas e com uma única pista para tentar salvar todo o reino de Equestria – encontrar a “Rainha dos Hipogrifos”, seres que são meio pôneis, meio águias.

É difícil encontrar algum aspecto realmente válido em My Little Pony: O Filme para uma audiência maior do que cinco anos de idade. É um filme simples e colorido, recheado de músicas pop e momento bonitinhos, sobre um grupo de pôneis tentando salvar um reino de pôneis. Definitivamente não pode ser comparado com outros filmes um poucos mais “sérios”, que mesmo sendo dedicados a um público infantil, ainda podem ser apreciados por pessoas de todas as idades, como filmes da Pixar ou do Stúdio Ghibli. My Little Pony sofre por ser muito genérico.

O filme é um musical e nenhuma música pode ser classificada como memorável, parecem só estar lá para preencher a trama com um momento leve e feliz. A história é recheada de clichês, esperados de um filme infantil, mas que não almejam por nada além do que precisa ser feito. Todos os nomes de locais ou de personagens são em inglês, e sempre pronunciados muito corretamente, o que não faz muito sentido em um filme para crianças e só parece forçado e pouco natural. Porém o que mais surpreende, é que o grupo de protagonistas (e os pôneis em geral) tem o pior design de personagem de todo esse mundo – que aparentemente conta com diversos animais diferentes como raposas, tartarugas e papagaios. E não só o design, mas até a complexidade dos próprios personagens. Todas as cenas onde só haviam vilões presentes eram mais interessantes, desde um ponto de vista estético até uma questão de profundidade para a trama.

Para quem quiser ser chato, várias questões de construção de mundo e desenvolvimento da história não fazem muito sentido, mas afinal é um filme para crianças. Existe uma lição em meio a todos esses pequenos cavalos coloridos e ela é – amigos fazem besteira as vezes – e bom, isso é verdade. É importante lembrar que não somos perfeitos e às vezes podemos machucar as pessoas mais importantes das nossas vidas, e My Little Pony: O Filme faz um bom trabalho em explicar isso para uma criança pequena, mas é basicamente isso. Leve seu filho ou irmãozinho para um programa bastante “família” em algum domingo mais parado ou simplesmente veja em casa com eles depois, talvez seja mais fácil.

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