Crítica do Filme “A Maldição da Casa Winchester”

Por Aleph Casara

Escrito e dirigido pelos irmãos Michael e Peter Spierig, diretores do recente Jogos Mortais: Jigsaw (2017), o novo thriller de terror, A Maldição da Casa Winchester, se posiciona como uma coleção de jumpscares, as tradicionais surpresas abruptas dos filmes de terror, com um tom despretensioso.

A trama se baseia na história real da viúva Sarah Winchester (Helen Mirren), que após perder o marido e a filha recém-nascida, se convence de que espíritos, atormentados por mortes violentas causadas pelas armas fabricadas por sua família, querem acabar com sua vida. Sarah acredita que a única forma de manter esses espíritos afastados é com a construção ininterrupta de quartos, naquilo que viria a se tornar a maior mansão de todo o estado da Califórnia, até os dias de hoje. Obviamente, os acionistas da empresa demonstram sua preocupação com a capacidade de liderança, da maior empresa de armas, na época, por alguém que claramente estava fora da realidade. É nesse momento que entra em ação o protagonista, o Dr. Eric Price, interpretado por Jason Clarke, que com bastante carisma e uma atuação excelente, acaba por conduzir o longa de uma forma consistente.

O longa é baseado em fatos reais, o que é sempre bem vindo em filmes de terror, e, apesar de todo o background bizarro da verdadeira história, a narrativa se apega muito mais a pequenos sustos, que muitas vezes beiram ao cômico, do que à criação do clima denso que seria esperado desse tipo de filme. Até existe sim alguma tensão na atmosfera do longa, mas o que realmente sustenta a produção é o carisma dos atores principais, Jason Clarke e principalmente, Helen Mirren, atriz consagrada que inclusive conquistou o Oscar de melhor atriz em 2007 por A Rainha.

A Maldição da Casa Winchester não se sustenta pelo terror ou pelos jumpscares, mas sim, por uma história sólida que, mesmo sendo 100% previsível, é conduzida com charme e executada de uma forma competente. Por sua falta de pretensão, o longa não convence como terror puro, no entanto, ele se mantém interessante na forma de um suspense. Não vemos os personagens cometendo aqueles mesmos clichês irritantes da maioria dos filmes do gênero, onde eles fazem coisas estúpidas apenas para evocar situações propícias em que o “terror” acontece, o que confere certa credibilidade e até “vida” a esses personagens.

Se você quer sentir medo ou levar bons sustos, talvez esse não seja o filme que você procura, entretanto se você apenas quer assistir a uma história de terror despretensiosa e com personagens carismáticos, vale a pena dar uma chance para A Maldição da Casa Winchester.

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