Cinema – Registro POP http://registropop.com.br Celebridades, televisão, cinema, música e mais Thu, 29 Nov 2018 15:11:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.9.8 http://registropop.com.br/wp-content/uploads/2017/01/cropped-Favicon-32x32.png Cinema – Registro POP http://registropop.com.br 32 32 Com famosos, pré-estreia de “Entrevista com Deus” acontece no Rio de Janeiro http://registropop.com.br/com-famosos-pre-estreia-de-entrevista-com-deus-acontece-no-rio-de-janeiro/ http://registropop.com.br/com-famosos-pre-estreia-de-entrevista-com-deus-acontece-no-rio-de-janeiro/#respond Tue, 30 Oct 2018 18:57:40 +0000 http://registropop.com.br/?p=33612

Na última segunda-feira, 29/10, vários artistas compareceram ao pré-estreia do longa “Entrevista com Deus”. O evento que aconteceu na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, foi produzido pela 360 WayUp e contou com a presença de influenciadores e celebridades de diferen Cristina Mel foi uma das primeiras artistas a chegar ao local e […]

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Na última segunda-feira, 29/10, vários artistas compareceram ao pré-estreia do longa “Entrevista com Deus”. O evento que aconteceu na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, foi produzido pela 360 WayUp e contou com a presença de influenciadores e celebridades de diferen

Cristina Mel foi uma das primeiras artistas a chegar ao local e logo falou com a imprensa sobre sua expectativa com relação ao filme, “Eu amo o cinema cristão, assisto sempre os lançamentos na pré-estreia e depois quando sobra tempo na agenda eu faço encontro de fãs nos cinemas pelas cidades que eu passo. Entrevista com Deus é um filme impactante, é um filme para a família assistir junto, fala sobre perdão, escolhas e restauração”, comenta a cantora.

Outros nomes como os cantores Diego Karter, Mariah Gomes, Rayssa e os atores Luiz Eduardo Toledo e Fernando Sampaio prestigiaram o lançamento. “Entrevista com Deus” estreia no dia 15/11, o longa conta a história de Paul (Brenton Thwaites), ele é um jornalista ambicioso em busca de sucesso profissional através de alguma grande matéria. Depois de uma extensa procura, ele topa de frente com um homem que pode lhe dar a melhor entrevista de vida: ele diz ser Deus e promete responder a qualquer pergunta de Paul em uma conversa única.

Fotos: Paulo Tauil

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Natthália Gonçalves prestigia pré estreia de “Tudo Por Um Pop Star” http://registropop.com.br/natthalia-goncalves-prestigia-pre-estreia-de-tudo-por-um-pop-star/ http://registropop.com.br/natthalia-goncalves-prestigia-pre-estreia-de-tudo-por-um-pop-star/#respond Thu, 04 Oct 2018 00:10:08 +0000 http://registropop.com.br/?p=32708

Neste último sábado, 29/09, a atriz Natthália Gonçalves prestigiou a pré-estreia do longa “Tudo Por Um Pop Star” no UCI do Barra Shopping, Rio de Janeiro. O filme é baseado no livro de mesmo título da escritora Thalita Rebouças e tem Maisa Silva, Mel Maia, Klara Castanho, e  Felipe Neto no elenco. “Adorei o filme, […]

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Neste último sábado, 29/09, a atriz Natthália Gonçalves prestigiou a pré-estreia do longa “Tudo Por Um Pop Star” no UCI do Barra Shopping, Rio de Janeiro. O filme é baseado no livro de mesmo título da escritora Thalita Rebouças e tem Maisa Silva, Mel Maia, Klara Castanho, e  Felipe Neto no elenco.

“Adorei o filme, fui muito bem recebida pelos atores, sou fã de todos. Quando minha mãe me disse que fui convidada para assistir junto com eles na pré oficial eu saltei de alegria” comenta a atriz mirim que atualmente está no ar na novela “O Tempo Não Para”, na Rede Globo.

O filme conta a divertida história de três amigas que surtam ao saber que seus ídolos vem ao Brasil fazer um show e juntas tentam convencer seus pais de deixarem elas irem atrás das estrelas internacionais.

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Famosos comparecem a Pré-estreia de “Eu Só Posso Imaginar” http://registropop.com.br/famosos-comparecem-a-pre-estreia-de-eu-so-posso-imaginar/ http://registropop.com.br/famosos-comparecem-a-pre-estreia-de-eu-so-posso-imaginar/#comments Tue, 22 May 2018 20:11:34 +0000 http://registropop.com.br/?p=25325

Ontem, 21/05, vários artistas e influenciadores compareceram a pré-estreia do longa “Eu Só Posso Imaginar” que aconteceu em um cinema na zona oeste do Rio de Janeiro. “Estou emocionadíssima com este filme, as pessoas tem que vir assistir essa história de superação, eu e minha mãe viemos hoje no lançamento e estamos saindo daqui literalmente […]

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Ontem, 21/05, vários artistas e influenciadores compareceram a pré-estreia do longa “Eu Só Posso Imaginar” que aconteceu em um cinema na zona oeste do Rio de Janeiro. “Estou emocionadíssima com este filme, as pessoas tem que vir assistir essa história de superação, eu e minha mãe viemos hoje no lançamento e estamos saindo daqui literalmente abençoadas com a mensagem que recebemos” comenta a atriz Victória Masciel que este ano fez sua estreia no cinema com o filme “Gaby Estrella”.

Outros artistas como Fernanda Brum, Bruno Lanoy, Fernandinho e Chris Durán compareceram ao evento. O filme conta a história de Bart, um vocalista de uma banda cristã que tem um relacionamento conturbado com seu pai, que sempre o maltratou e nunca entendeu seu amor pela música. Com a forças de Deus, Bart resolve então eternizar sua relação em uma canção, “I Can Only Imagine”.

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“Oito Mulheres e um Segredo” ganha novo trailer http://registropop.com.br/oito-mulheres-e-um-segredo-ganha-novo-trailer/ http://registropop.com.br/oito-mulheres-e-um-segredo-ganha-novo-trailer/#respond Sat, 14 Apr 2018 00:21:50 +0000 http://registropop.com.br/?p=21976

A Warner Bros. Pictures divulga novo trailer de “Oito Mulheres e um Segredo”, que tem previsão de estreia para 7 de junho de 2018 no Brasil. Repleto de cenas de ação, o trailer (link abaixo) traz flashes do início da aventura estrelada por Sandra Bullock, Cate Blanchett, Anne Hathaway, Mindy Kaling, Sarah Paulson, Awkwafina, Rihanna […]

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A Warner Bros. Pictures divulga novo trailer de “Oito Mulheres e um Segredo”, que tem previsão de estreia para 7 de junho de 2018 no Brasil. Repleto de cenas de ação, o trailer (link abaixo) traz flashes do início da aventura estrelada por Sandra Bullock, Cate Blanchett, Anne Hathaway, Mindy Kaling, Sarah Paulson, Awkwafina, Rihanna e Helena Bonham Carter.

Os tempos são outros, e agora trata-se de uma gangue completamente nova: são oito mulheres que planejam e executam um grande roubo em Nova York. A vencedora do Oscar Sandra Bullock é uma das estrelas do filme ao lado das ganhadoras do Oscar Cathe Blanchett e Anne Hathaway, com Mindy Kaling, Sarah Paulson, Awkwafina, e ainda a cantora Rihanna e a indicada ao Oscar Helena Bonham Carter.

Oito Mulheres e Um Segredo é dirigido pelo indicado ao Oscar Gary Ross, que também assina o roteiro com Olivia Milch (inédito “Dude”). Steven Soderbergh e Jon Kilik são os produtores, com Michael Tadross, Susan Ekins, Sandra Bullock, Diana Alvarez e Bruce Berman na produção executiva, e Milch como coprodutora.

Colaborando com Ross nos bastidores estão o diretor de fotografia Eigil Bryld (“Na Mira do Chefe”, “Tempo de Crescer”), o designer de produção Alex DiGerlando (“Indomável Sonhadora”, série da HBO “True Detective”), a editora Juliette Welfling (“Um Estado de Liberdade”, “Jogos Vorazes”), a figurinista Sarah Edwards (“Roubo nas Alturas”, série da Showtime “Billions”) e o compositor Nicholas Britell (“A Grande Aposta”, “Um Estado de Liberdade).

Oito Mulheres e Um Segredo tem previsão de estreia para 7 de junho de 2018 e será distribuído internacionalmente pela Warner Bros. Pictures, uma empresa da Warner Bros. Entertainment, e em territórios selecionados pela Village Roadshow Pictures.

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Crítica do Filme “Jogador Nº 1” http://registropop.com.br/critica-do-filme-jogador-no-1/ http://registropop.com.br/critica-do-filme-jogador-no-1/#comments Fri, 30 Mar 2018 00:25:28 +0000 http://registropop.com.br/?p=20909

Jogador Nº 1 é uma daquelas grandes e empolgantes aventuras que chegam a emocionar dentro do cinema, lembrando bastante o sentimento dos clássicos oitentistas de Steven Spielberg durante o seu auge, como E.T. – O Extraterrestre (1982) os filmes de Indiana Jones (1981-1989) ou até a clássica franquia De Volta Para o Futuro (1985-1990), que […]

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Jogador Nº 1 é uma daquelas grandes e empolgantes aventuras que chegam a emocionar dentro do cinema, lembrando bastante o sentimento dos clássicos oitentistas de Steven Spielberg durante o seu auge, como E.T. – O Extraterrestre (1982) os filmes de Indiana Jones (1981-1989) ou até a clássica franquia De Volta Para o Futuro (1985-1990), que Spielberg atua como produtor executivo. O filme não apenas se assemelha tematicamente a esses clássicos, como também referencia os seus elementos constantemente, incluindo aspectos de toda a cultura pop dos últimos 40 anos, mas com um claro foco na década de 80.

Baseado no livro homônimo escrito por Ernest Cline, Jogador Nº 1 é uma aventura de ficção científica ambientada em um futuro distópico onde a poluição, o aquecimento global e a superpopulação deixaram as grandes cidades em um deprimente estado de ruína, fazendo com que as pessoas passem a maior parte do seu tempo dentro do famoso jogo de realidade virtual conhecido como Oásis. O recluso e visionário criador do jogo, James Halliday (Mark Rylance), incorporando uma verdadeira mistura entre Steve Jobs e Willy Wonka, lança, após a sua morte, um desafio a todos os jogadores – encontrar o easter egg, um segredo guardado por três chaves, dentro do Oásis e assim herdar as suas ações da empresa, meio trilhão de dólares e adquirir total controle do mundo do jogo.

O protagonista, Wade Watts (Tye Sheridan) é um jovem gunter (egg hunter – caçador de ovos) que mora nas favelas da cidade de Columbus junto com a sua tia. Encarnando o seu avatar Parzival, Wade está, junto a vários outros jogadores, há 5 anos em busca das chaves de Halliday dentro do Oásis. Entretanto, não são só os gunters independentes que estão atrás do segredo, uma megacorporação conhecida como IOI, responsável pela fabricação de maioria dos equipamentos utilizados para acessar o Oásis, possui o seu próprio exército (os sixers), uma grande quantidade de recursos, e está determinada em almejar o controle do jogo de qualquer maneira, inclusive pelo mundo real.

Eventualmente, o primeiro desafio é descoberto e relevado a todos os jogadores: uma corrida frenética que envolve um feroz Tiranossauro Rex e o infame gorila gigante, King Kong. Ninguém nunca conseguiu completar a corrida e Parzival, e o seu melhor amigo, o mecânico virtual, Aech, passam por várias tentativas frustradas de vencer e adquirir a primeira chave. No entanto, não é até eles conhecerem a vlogger e streamer, Art3mis (Olivia Cooke), que a dupla enfim consegue avançar no placar. O “clã” informal formado por Parzival, Aech, Art3mis e os irmãos japoneses Daito e Sho, fica conhecido ao redor do Oásis como The High Five, os primeiros no placar geral e os jogadores mais próximos de alcançar o cobiçado easter egg, colocando-os, principalmente Wade, diretamente na mira da IOI, e deixando nas mãos do grupo a responsabilidade de proteger o futuro desse mundo virtual tão importante para todos.

O mundo do Oásis é rico em detalhes, cheio de referências e composto por efeitos especiais incríveis – o contraste entre a Columbus insossa e pouco explorada, e a realidade mágica e colorida do Oásis é gritante. Não é nada difícil entender o porquê das pessoas passarem tanto tempo dentro dessa simulação. As possibilidades são quase infinitas: inúmeros estilos de jogos, tipos de avatares e localizações diferentes que são apresentadas com maestria dentro do longa. A construção e a representação do mundo, unidos às vastas referências à cultura pop, já seriam o bastante para entreter e justificar a existência do filme por si só, mas Jogador Nº 1 também conquista o seu espaço como um filme de ação e aventura bastante competente.

Vale a pena frisar que além dos diversos momentos de ação delirantes (de intensas corridas a grandes guerras), não é só de caos que vive o Oásis, e também podemos presenciar alguns belos momentos de respiro durante o frenesi da narrativa. Uma das cenas mais bonitas da trama, por exemplo, é quando dentro de uma boate virtual, o casal principal se une às pessoas que dançam pelo ar e, livres das amarras da gravidade, iniciam uma dança voadora visualmente espetacular e cheia de tensão entre os dois. No final da sequência, a história é jogada diretamente de volta à ação, mas o momento de calma em meio à tempestade funciona e é muito bem-vindo.

A enxurrada de cameos causa surpresas constantes: o longa conta com aparições de personagens como Mechagodzilla, RX-78-2 Gundam (o robô principal do clássico animê Mobile Suit Gundam), Chucky (Brinquedo Assassino, de 1988), Tracer (de OverWatch), Master Chief (da série Halo), o Gigante de Ferro (direto da animação homônima de 1999), Spawn (dos quadrinhos) e até do Batman. Mesmo que alguns desses personagens só apareçam de relance, a enxurrada de elementos nostálgicos nunca acaba. Durante o desafio da corrida, por exemplo, Parzival dirige um Delorean (carro icônico de De Volta Para o Futuro) e Art3mis dirige a clássica moto de Kaneda (da animação Akira, de 1988). A nostalgia também está fortemente presente na agradável trilha sonora, recheada de clássicos oitentistas, que vai (literalmente) de Van Halen a Hall & Oates. O filme é um prato cheio de saudades para quem cresceu nos anos 80/90.

Jogador Nº 1 tem uma duração bastante longa (2h20) e ainda assim existe muito a ser explicado e algumas coisas acabam se perdendo: o mundo real quase não é explorado, os personagens possuem arcos fracos e quase nenhuma história de origem, e grande parte da trama é apresentada através de exposição em forma de narração. Só que o filme é divertido do começo ao fim, legitimamente engraçado em vários momentos e conta com um elenco de atores extremamente carismáticos e que se encaixam perfeitamente nos seus respectivos papéis. Diversão é a palavra-chave de Jogador Nº 1. A produção como um todo definitivamente consegue superar os seus poucos pontos fracos e é ótimo reencontrar o velho Steven Spielberg fazendo o que ele faz de melhor.

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Crítica do Filme “Círculo de Fogo: A Revolta” http://registropop.com.br/critica-do-filme-circulo-de-fogo-a-revolta/ http://registropop.com.br/critica-do-filme-circulo-de-fogo-a-revolta/#respond Thu, 22 Mar 2018 16:32:50 +0000 http://registropop.com.br/?p=20604

Círculo de Fogo, a ficção científica de lutas entre monstros e mechas gigantes, produzido e dirigido pelo recente ganhador do Oscar, Guillermo del Toro, surpreendeu positivamente em 2013 e se transformou em um pequeno clássico do gênero. O filme definitivamente não brilha pela originalidade do seu roteiro, pelo contrário, a trama consiste em uma coleção […]

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Círculo de Fogo, a ficção científica de lutas entre monstros e mechas gigantes, produzido e dirigido pelo recente ganhador do Oscar, Guillermo del Toro, surpreendeu positivamente em 2013 e se transformou em um pequeno clássico do gênero. O filme definitivamente não brilha pela originalidade do seu roteiro, pelo contrário, a trama consiste em uma coleção de clichês ambulantes, Del Toro, no entanto, soube abraçar esse aspecto. O clima clichê e meio brega da história parece ser de propósito, provocando velhas convenções em uma roupagem nova e excitante – o ponto forte de Círculo de Fogo era a própria construção do seu mundo.

A terra sofre repetidamente com ataques, que aparentam ser, aleatórios de terríveis e gigantescos monstros de outra dimensão, situação que transforma o mundo em um lugar deprimente e assustador. O ambiente de Círculo de Fogo não é agradável – ele consiste de personagens totalmente desesperados e derrotados pela vida, transitando em ambientes escuros e metálicos em meio a numerosas tempestades e chuvas constantes e, é claro, ferozes investidas de monstros enormes. As máquinas gigantes (Jaeger) destinadas a confrontar a ameaça dos monstros (Kaiju), são controladas por dois pilotos simultaneamente através de uma conexão neural, colocando o desenvolvimento emocional dos personagens como uma peça central para a trama. Toda a equipe de pilotos possui os previsíveis traumas consequentes de se viver em um mundo dominado por monstros, só que eles precisam manter o emocional em cheque para atingir um nível satisfatório de conexão com o seu parceiro, e assim, derrotar os Kaiju e superar o seu próprio passado.

Resumidamente, a trama do primeiro filme acompanha o piloto Raleigh Beckett que controlava o Jaeger chamado Gipsy Danger junto com o seu irmão. Durante uma intensa batalha com um Kaiju, o irmão de Beckett é assassinado, o que faz Raleigh desistir de pilotar e se tornar um recluso. Naturalmente, ele é trazido volta para a missão mais importante da carreira do Marechal Pentecost, interpretado pelo fantástico ator inglês, Idris Elba. Pentecost possui uma filha adotiva, uma garotinha japonesa que ficou órfã após um ataque de Kaiju em Tóquio, Mako Mori (Rinku Kikuchi), que é a candidata perfeita para a posição de copiloto de Beckett, muito para o desgosto do seu pai, que prefere que Mako não se envolva diretamente nas batalhas. Adicionando ainda mais a esses tradicionais clichês de roteiros de ação e aventura, temos uma dupla de divertidos cientistas “malucos”, interpretados por Charlie Day e Burn Gorman, e toda uma carismática equipe de pilotos de todas nacionalidades, incorporando diferentes estereótipos do gênero. Círculo de Fogo está longe de ser um filme perfeito, mas com certeza é muito divertido.

Após bastante especulação e até um total abandono do projeto, Círculo de Fogo: A Revolta finalmente conseguiu ser produzido e lançado nos cinemas. Feito que só foi possível graças aos esforços do novo protagonista, John Boyega, que usou o dinheiro ganho na nova trilogia de Star Wars para criar a sua produtora, financiando a continuação de Círculo de Fogo do seu próprio bolso. Boyega interpreta o filho (nunca citado no primeiro filme) do marechal Pentecost, Jake Pentecost, que assim como Beckett, também é um piloto afastado do programa Jaeger, mas apenas graças a sua falta de comprometimento com o programa.

10 anos se passaram após os eventos de Círculo de Fogo e o mundo não tem certeza se relaxa ou dobra as suas defesas para um possível retorno do inimigo. É interessante ver a reação da humanidade anos após um longo período vivendo sob a ameaça dos Kaiju, algumas cidades foram reconstruídas com sucesso, outros lugares foram abandonados cheios de “cicatrizes” da guerra – decoradas por pedaços de velhos Jaeger destroçados e ossos e entranhas de Kaiju derrotados. O próprio Jake vive uma vida de tranquilidade e escambo nas áreas que nunca se recuperaram 100% dos ataques, e durante uma tentativa de furtar peças de um Jaeger caído, ele e a jovem mecânica amadora, Amara (Cailee Spaeny), acabam sendo capturados e recrutados a força para o programa Jaeger.

Tudo acontece muito rápido e muito convenientemente, na melhor forma dos velhos clichês de ação, assim como o filme predecessor, só que mais inconsistente e com menos personalidade – os eventos do filme vão além do chavão quase irônico do filme original e perigosamente caminham sobre o brega normal. Talvez a razão seja a mão do diretor, A Revolta é o primeiro longa de Steven S. DeKnight, que previamente só havia trabalhado com televisão, como Smallville (2001-2011), Buffy: A Caça-Vampiros (1997-2003) e Angel (1999-2004). A direção não impressiona, principalmente em comparação com a incrível criatividade de Guillermo Del Toro.

Certos elementos da narrativa incomodam, em especial a aparição totalmente aleatória de Jake como o filho secreto de Pentecost. É bastante difícil imaginar que o marechal não citaria o seu filho ao longo dos vários e intensos momentos de paternidade durante o primeiro longa, afinal, grande parte da sua jornada pessoal em Círculo de Fogo é referente à sua relação com a filha adotiva – sobre como ele precisa parar de superprotegê-la e deve deixá-la viver a própria vida e fazer as próprias escolhas. No final de Círculo de Fogo, Pentecost se torna um herói para todos, mas também prova ser um ótimo pai, e a existência de Jake Pentecost em A Revolta destrói essa imagem logo nos minutos iniciais. Essa questão poderia ter sido muito mais bem explicada e introduzida na trama.

Em Círculo de Fogo: A Revolta existe um forte foco no elenco de adolescentes, representado pela equipe de cadetes que Amara faz parte, e eles roubam a cena em diversos momentos. O que resulta, em geral, em um filme bem mais teen do que o original, mais leve e com um tom não tão sombrio – o que condiz com o estilo do diretor escolhido e a sua experiência com dramas adolescentes de TV. Alguns velhos personagens também estão de volta, como Mako e a dupla de cientistas malucos, mas enquanto Mako desaponta com um papel bastante pequeno na trama, e os cientistas até recebem um espaço considerável, principalmente Charlie Day, ninguém consegue ser bem utilizado, e alguns deles fogem consideravelmente do que o seu personagem representava originalmente.

Embora não tenham o mesmo impacto cru de desespero do primeiro longa, você pode esperar várias lutas legais entre os Jaeger e os Kaiju, agora com armas especiais desenvolvidas especialmente para os mechas, como espadas, serras e até um laço energético. O design dos novos Jaeger também não deixa a desejar, adicionando várias máquinas interessantes ao já extenso “elenco” robótico da série. Círculo de Fogo: A Revolta se resume a isso – impressionantes batalhas de animação gráfica e pouco mais além disso. O longa não é a melhor sequência para um filme que ocupa um certo espaço especial no coração das pessoas, e talvez essa continuação nem precisasse existir, porém não é tão difícil desligar um pouco o cérebro e simplesmente se divertir assistindo essas agressivas e explosivas batalhas de seres gigantes.

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Crítica do Filme “Com Amor, Simon” http://registropop.com.br/critica-do-filme-com-amor-simon/ http://registropop.com.br/critica-do-filme-com-amor-simon/#respond Thu, 22 Mar 2018 15:36:05 +0000 http://registropop.com.br/?p=20579

Com Amor, Simon seria só mais uma típica comédia adolescente americana se não fosse pelo fato de que o herói, Simon, é gay. Todos os elementos estão presentes: eventos escolares, festas, bebidas, intrigas amorosas e a clássica crise existencial que todo mundo passa nessa idade, só que Simon também precisa lidar com esse grande secredo […]

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Com Amor, Simon seria só mais uma típica comédia adolescente americana se não fosse pelo fato de que o herói, Simon, é gay. Todos os elementos estão presentes: eventos escolares, festas, bebidas, intrigas amorosas e a clássica crise existencial que todo mundo passa nessa idade, só que Simon também precisa lidar com esse grande secredo que o impede de viver uma vida “normal”. O filme faz história como a primeira comédia romântica direcionada a adolescentes onde o protagonista é gay, e a produção certamente merece aplausos por isso.

A intenção da história é louvável e preenche uma importante lacuna de representação no cinema, porém o longa não deixa de ser uma comédia adolescente bastante genérica e um tanto vazia. Simon (Nick Robinson) vive uma vida perfeita e totalmente sem conflitos no seu último ano do ensino médio – com pais incríveis e compreensivos que se amam e velhos amigos próximos que estão sempre dispostos a tomar um café e jogar conversa fora. O adolescente está esperarando ir para faculdade (quando, nos EUA, é costumeiro que a pessoa mude de cidade, ou até de estado para morar sozinha) para lidar com o “problema” de ser gay, só que um post no blog de fofocas do seu colégio muda drasticamente os seus planos. Algum aluno da sua escola, que se identifica apenas como “Blue”, se “assume” gay e Simon, empolgado por compartilhar o que ele sente com alguém próximo, começa uma conversa por e-mails com essa pessoa. Ao longo das trocas de mensagens, o protagonista visualiza um possível romance com Blue e fica cada vez mais curioso sobre a verdadeira identidade do seu correspondente misterioso.

A trama se resume a busca de Simon por Blue, onde, durante todo o filme, ele imagina que pode ser um colega de classe diferente, fantasiando as possibilidades e colocando distintas vozes nas palavras dos e-mails que ele recebe. Para acrescentar um pouco mais de tensão ao conflito, Simon é chantageado por um conhecido dentro da escola que descobre os seus e-mails com Blue, o que o leva a mentir e a manipular os sentimentos do seu grupo de amigos, mas tudo isso acontece de uma forma consideravelmente leve e as consequências nunca parecem ser muito sérias.

O mundo de Com Amor, Simon é confortável demais, meio “careta” e fortemente teenager, como algo que você encontraria em alguma série da Nickelodeon ou do Disney Channel . O filme é tão meio-oeste-branco-classe média-americano genérico que é fácil de esquecer que o romance central é homossexual, e fora desses convencionais padrões. O diretor, Greg Berlanti, produziu e escreveu várias episódios de séries de televisão teen, desde Dawson’s Creek (1998-2003), até exemplos mais recentes como Riverdale (2017), baseada na série de quadrinhos para adolescentes, Archie Comics, ou as séries de heróis da DC, como Arrow (2012), The Flash (2014) e Supergirl (2015). Não é difícil concluir que Com Amor, Simon, que também foi adaptado do livro para jovens adultos, Simon vs. A Agenda Homo Sapiens de Becky Albertalli, compartilha de vários elementos desse universo televisivo, voltado para jovens, de Greg Berlanti.

O incontestável carisma de Nick Robinson, ator que vive o protagonista, não consegue segurar um roteiro cheio de referências forçadas e o mundo plástico e sem coração de Com Amor, Simon. Muito críticos compararam o filme a clássicos de John Hughes como Curtindo a Vida Adoidado (1986) ou Clube dos Cinco (1985) e eles não poderiam estar mais enganados – os filmes de Hughes possuem uma honestidade humana que passa longe de Com Amor, Simon e a sua coleção de personagens desmotivados e sem alma. Enquanto Clube dos Cinco, por exemplo, é um filme que até hoje, encanta e emociona graças à veracidade com a qual os adolescentes da época foram retratados, com problemas bastante reais que potencialmente se desdobram em várias camadas, Com Amor, Simon é no máximo um filme bonitinho em 2018, que talvez seja lembrado só pelo pioneirismo do seu tema central. Que o filme tenha servido, pelo menos, para abrir portas na indústria, já que a qualidade da produção em si definitivamente não é o ponto forte.

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“Te Peguei!” ganha primeiro trailer http://registropop.com.br/te-peguei-ganha-primeiro-trailer/ http://registropop.com.br/te-peguei-ganha-primeiro-trailer/#respond Wed, 21 Mar 2018 22:19:13 +0000 http://registropop.com.br/?p=20610

A Warner Bros. Pictures divulga o primeiro trailer de “Te Peguei!!”, comédia baseada em uma história real e que conta com o elenco principal liderado por Ed Helms (filmes “Se Beber Não Case”, “Família do Bagulho”), Jake Johnson (série de TV “New Girl”) e Hannibal Buress (“Vizinhos”), com Jon Hamm (“Ritmo de Fuga”, série de […]

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A Warner Bros. Pictures divulga o primeiro trailer de “Te Peguei!!”, comédia baseada em uma história real e que conta com o elenco principal liderado por Ed Helms (filmes “Se Beber Não Case”, “Família do Bagulho”), Jake Johnson (série de TV “New Girl”) e Hannibal Buress (“Vizinhos”), com Jon Hamm (“Ritmo de Fuga”, série de TV “Mad Men”) e o indicado ao Oscar® Jeremy Renner (“Guerra ao Terror”, “Atração Perigosa”). O vídeo apresenta o grupo de cinco amigos muito competitivos que disputam uma partida sem limites de pega-pega há 30 anos, incluindo no casamento de um deles.

Todos os anos, desde a primeira série, cinco amigos extremamente competitivos se envolvem, durante um mês, em um jogo insano de pega-pega em que vale tudo – arriscando suas vidas, empregos e relacionamentos para derrotar uns aos outros com o grito de guerra: “Te peguei!”.

Este ano, o jogo coincide com o casamento do único jogador invicto, o que finalmente deveria torná-lo um alvo fácil. Contudo, ele sabe que seus amigos estão vindo… e está preparado.

Baseado em uma história verídica, a comédia da New Line Cinema Tag, ainda sem título em português, mostra até que ponto algumas pessoas são capazes de chegar para vencer.

Te Peguei! é dirigido por Jeff Tomsic (da série do Comedy Central “Broad City”), com um elenco encabeçado por Ed Helms (dos filmes “Se Beber, Não Case!”, “Família do Bagulho”), Jake Johnson (da série de TV “New Girl”), Hannibal Buress (“Vizinhos”), Isla Fisher (“Truque de Mestre”), Annabelle Wallis (“A Múmia”), Rashida Jones (da série de TV “Parks and Recreation”) e Leslie Bibb (“Homem de Ferro 2”), com Jon Hamm (“Em Ritmo de Fuga”, da série de TV “Mad Men”) e o indicado ao Oscar® Jeremy Renner (“Guerra ao Terror, “Atração Perigosa”).

O roteiro de Te Peguei! foi escrito por Rob McKittrick (“A Hora do Rango”) e Mark Steilen (da série de TV “Mozart in the Jungle”), história de Mark Steilen, baseado em um artigo publicado no Wall Street Journal intitulado “It Takes Planning, Caution to Avoid Being It”, de Russell Adams. O filme é produzido por Todd Garner e Mark Steilen, com produção executiva de Hans Ritter.

A equipe criativa inclui o diretor de fotografia Larry Blanford, o editor Josh Crockett, o desenhista de produção David Sandefur e a figurinista Denise Wingate.

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“Vingadores: Guerra infinita” ganha novo trailer http://registropop.com.br/vingadores-guerra-infinita-ganha-novo-trailer/ http://registropop.com.br/vingadores-guerra-infinita-ganha-novo-trailer/#respond Fri, 16 Mar 2018 15:35:48 +0000 http://registropop.com.br/?p=20273 Vingadores: Guerra infinita

A Marvel Studios divulgou um novo trailer de Vingadores: Guerra Infinita. O vídeo conta com Thanos chegando à Terra e a busca pelas joias do infinito. Além de um flahback com o vilão e suas filhas e Peter Parker conhecendo seus heróis favoritos. Vingadores: Guerra Infinita conta com um dos maiores elencos já vistos nos cinemas. […]

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Vingadores: Guerra infinita

A Marvel Studios divulgou um novo trailer de Vingadores: Guerra Infinita. O vídeo conta com Thanos chegando à Terra e a busca pelas joias do infinito. Além de um flahback com o vilão e suas filhas e Peter Parker conhecendo seus heróis favoritos.

Vingadores: Guerra Infinita conta com um dos maiores elencos já vistos nos cinemas. Trazendo vários super-heróis em uma luta épica. A longa unirá os heróis de todos os filmes do Universo Cinematográfico Marvel até o momento.

O longa-metragem estreia no dia 26 de abril nos cinemas brasileiros.

Confira o novo trailer de Guerra Infinita:

O longa também ganhou um novo pôster.

Poster de Vingadores: Guerra infinita
Poster de Vingadores: Guerra infinita

 

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Crítica do Filme “Maria Madalena” http://registropop.com.br/critica-do-filme-maria-madalena/ http://registropop.com.br/critica-do-filme-maria-madalena/#respond Thu, 15 Mar 2018 15:42:25 +0000 http://registropop.com.br/?p=20054

O segundo filme do diretor Garth Davis, mais conhecido por Lion (indicado ao Oscar de melhor filme em 2016), não trata de um tema fácil, muito pelo contrário, Maria Madalena é um filme ousado. Baseado em um dos evangelhos apócrifos do novo testamento (evangelhos não aceitos na compilação original da bíblia), o filme tenta colocar […]

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O segundo filme do diretor Garth Davis, mais conhecido por Lion (indicado ao Oscar de melhor filme em 2016), não trata de um tema fácil, muito pelo contrário, Maria Madalena é um filme ousado. Baseado em um dos evangelhos apócrifos do novo testamento (evangelhos não aceitos na compilação original da bíblia), o filme tenta colocar a figura histórica de Maria Madalena em foco, e ajudar a desmentir a errônea imagem de que ela era nada mais do que uma promíscua prostituta que teve algum envolvimento com Jesus Cristo. Muitos acreditam que Madalena ocupava um papel similar ao de um décimo terceiro discípulo e que ela era a pessoa em quem Cristo mais confiava. Os próprios evangelhos canônicos do novo testamento (os que estão e sempre estiveram na bíblia) confirmam que Madalena foi a primeira pessoa a encontrar Cristo ressuscitado, mas o evangelho apócrifo vai além e diz que Cristo teria confiado palavras e ensinamentos somente a ela, que então confronta e tenta convencer aos outros discípulos sobre o verdadeiro significado do Reino de Deus.

Independente da interpretação, Maria Madalena é aceita universalmente como uma forte presença feminina na história de cristo e uma de suas mais devotas seguidoras, uma história que é naturalmente interessante de ser explorada no cinema. A indústria cinematográfica sempre foi o palco de inúmeras produções focadas em Jesus Cristo, no entanto, tende a pecar no volume de abordagens aos outros intrigantes personagens do cristianismo. Afinal, é muito difícil competir com a força de Jesus, em todos os sentidos, o personagem tende a logo atrair as atenções diretamente para ele, mas de um ponto de vista narrativo, colocá-lo mais ao fundo da história também pode ser bastante poderoso.

A solução que Maria Madalena encontrou foi, de certa forma, “humanizar” bastante a narrativa. O longa não é explicitamente bíblico como as típicas produções que tratam da história de Cristo – ele foge de todo aquele conceito de sagrado, sublime e até um tanto “mágico” que já é garantido quando falamos do novo testamento, e prefere focar nas pessoas e nas suas vidas. Jesus continua Jesus, o Deus entre os homens que toca e cativa a todos por onde ele passa, mas ele é apresentado de uma forma bem mais crua.

Essa humanização da história de Jesus causa sim certo estranhamento, porém, também é o grande trunfo e diferencial da produção de Garth Davis para com outros filmes do gênero. Desde a cena inicial, o clima que paira sobre a narrativa é o de um filme indie sobre pessoas normais em um tempo longíquo no oriente médio. Vemos a história pelos olhos de Maria Madalena, acompanhamos a dor e a dificuldade da sua vida cotidiana e não é difícil compartilhar o sentimento de redenção que ela sente ao encontrar, e se unir, a Jesus Cristo.

Outro ponto que ajuda nesse estranhamento geral que permeia a produção é a escolha dos protagonistas: Rooney Mara (que trabalhou com Davis em Lion) e Joaquín Phoenix, ambos bons atores e ambos escolhas questionáveis para os seus respectivos papéis. Phoenix, já pela aparência, é tudo que você, tipicamente, não espera de Jesus – baixinho, meio feio, meio normal. Falta no ator aquele toque de “grandeza”, serenidade e penitência, como o de Henry Cavill em A Paixão de Cristo (2004), por exemplo. Phoenix tem muita cara de filme indie, fator que também atrapalha um pouco a caracterização de Rooney Mara como Maria Madalena. Os dois convencem pouco como pessoas da época e do local, e os dois também sofrem um pouco de overacting ao longo do filme – As emoções, principalmente de Phoenix, em vários momentos são mais exageradas do que o necessário.  No entanto, enquanto eu assistia o filme, fui convencido de que essa estranheza também funciona a favor do que está tentando ser feito no longa, e algumas das sequências entre Madalena e Jesus são sim mais quietas e contidas e essas são as cenas mais bonitas de todo o filme.

Se realmente existe algo de sagrado nesse filme, isso é a sutil e poderosa trilha sonora original composta pelos islandeses Hildur Guðnadóttir e Jóhann Jóhannsson. Jóhannsson, falecido esse ano, compôs lindas trilhas para maioria dos filmes de Denis Villeneuve, como Sicario (2015) e A Chegada (2016), e ele vai fazer falta. Em diversas cenas de Maria Madalena, principalmente durante sermões ou discursos mais longos, a música sustenta e edifica atuações que, com certeza, não seriam tão memoráveis por si só. Composta por orquestrações simples, com elementos que se repetem constantemente e aumentando o tom aos poucos, a trilha consegue sequestrar o clima geral do momento e transformar a cena por completo. A existência da trilha ajuda bastante a vender a atuação de Joaquín Phoenix como Jesus, por exemplo. A música é simplesmente a melhor parte do filme, ela funciona com perfeição e emociona no processo.

Esse foi um filme feito para dividir o público e se você estiver disposto a entender e aceitar a ideia do diretor, e o trabalho dos atores, Maria Madalena  pode ser uma experiência muito interessante. O longa não é para todos, mas é, no mínimo, um filme ousado e diferente que não passa batido.

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