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Academia do Oscar chama de repugnante denúncias de assédio contra produtor

Harvey Weinstein numa festa em Los Angeles em 2016 - (Foto: Divulgação)

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela organização do Oscar, definiu como repugnante a série de denúncias que acusam o produtor Harvey Weinstein de assédio sexual. Uma reunião de emergência foi convocada para dar tratativa ao caso. Informações do The Hollywood Reporter.

O comunicado divulgado pela Academia informou que a reunião será feita no sábado, dia 14 de outubro, nos Estados Unidos. O Conselho de Governadores fará discussão sobre todas as acusações que pesam contra Weinsten, que é nome forte dentro do Oscar. “A Academia considera que a conduta descrita nas alegações contra Harvey Weinstein é repugnante, abominável e antitética aos altos padrões da Academia e à comunidade criativa que representa.”

Há mais de 20 anos como membro da Academia, Harvey Weinstein foi dono de duas empresas que já levaram as estatuetas de Melhor Filme por cinco vezes. Os premiados foram “O Paciente Inglês” (1996), “Shakespeare Apaixonado” (1998), “Chicago” (2002), “O Discurso do Rei” (2010), e “O Artista” (2011). Miramax, que foi vendida em 2005, e The Weinstein Company também já renderam prêmio ao próprio Harvey, que levou na categoria de produtor por “Shakespeare Apaixonado”, além de indicação pelo filme “Gangues de Nova York” (2002).

Em Hollywood, é crescente o número de pessoas que estão pedindo à Academia que revogue o título de membro de Harvey. Por outro lado, sua expulsão está sendo pedida numa lista de assinaturas feita pela Organização Nacional das Mulheres. A associação do produtor ao BAFTA, a Academia Britânica de Artes de Cinema e Televisão, foi suspensa na última quarta-feira (11). Este é considerado o Oscar britânico.

Outra consequência das denúncias de assédio de sexual foi o anúncio de separação feito por Georgina Chapman à revista People. Os dois se casaram em 2007 e tiveram dois filhos. A estilista se solidarizou com as mulheres que se disseram vítimas do marido e pediu privacidade aos meios de comunicação nesse momento.

Na terça-feira (03), um dos mais renomados jornais do mundo, o New York Times divulgou reportagem acusando o produtor, hoje com 65 anos, de ter assediado pelo menos oito mulheres ao longo dos quase 30 anos em que trabalhou no cinema norte-americano.

Atrizes de renome de Hollywood, Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow revelaram ao New York Times que foram assediadas pelo produtor. Outras artistas, como Patricia Arquette e Rosanna Arquette também contaram o mesmo ao jornal.

Paltrow foi enfática ao falar sobre o caso: “Estamos em um ponto em que as mulheres precisam mandar um recado mais claro de que isso acabou. Esse jeito de tratar as mulheres termina agora”.

Jolie, por sua vez, contou que nunca mais trabalhou com Harvey após o assédio num quarto de hotel em 1990, e alertou outros artistas sobre o comportamento do produtor. “Esse comportamento contra mulheres em qualquer área e em qualquer país é inaceitável”, disse.

Sobre as primeiras denúncias, Harvey Weinsten pediu desculpas. “Eu admito que o jeito que me comportei com colegas no passado causou muita dor e peço sinceras desculpas por isso. Embora eu esteja tentando melhorar, eu sei que tenho um longo caminho a percorrer”, disse.

Além disso, o produtor também perdeu o cargo que ocupava no próprio estúdio. Ele foi avisado pela diretoria da empresa de que não fazia mais parte dos funcionários e, segundo o site TMZ, embarcou para a Europa nesta última terça-feira, dia 10, para se internar num centro de reabilitação para viciados em sexo. “Ele teve seus momentos de explosão, mas na maioria do tempo, ele está tranquilo”, disse uma fonte próxima ao produtor ouvida pelo TMZ.

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